Brasil eleva projeção de inflação de 2026 e reforça pressão sobre juros
O governo brasileiro passou a estimar IPCA de 5,1% em 2026, acima da meta do Banco Central, enquanto manteve a Selic em 14,25% como referência de política monetária restritiva.
2026-07-27
Resumo semanal com projeção de IPCA revisada, Selic em 14,25%, S&P 500 e Nasdaq em alta, novas tarifas dos EUA, cortes de projeção para Bitcoin e Ethereum e fluxos em ETFs cripto.
O governo brasileiro passou a estimar IPCA de 5,1% em 2026, acima da meta do Banco Central, enquanto manteve a Selic em 14,25% como referência de política monetária restritiva.
A nova projeção oficial de inflação para 2026 ficou em 5,1%, acima do centro da meta de 3%, em meio a serviços ainda pressionados e sinalização de cautela do Banco Central.
A autoridade monetária manteve a taxa básica em 14,25% após corte de 25 pontos-base em junho, indicando que os juros seguem em patamar restritivo para conter a inflação.
A revisão da inflação para 5,1% em 2026 reforçou a leitura de juros altos por mais tempo, cenário que costuma afetar bolsas, crédito e setores sensíveis ao custo de capital.
O Banco Central mantém a referência oficial de cotações e boletins financeiros, importante para acompanhar câmbio, juros e expectativas em tempo real.
A página de cotações da B3 reúne as ações mais negociadas e ajuda a medir o fluxo do mercado acionário brasileiro ao longo da semana.
Com inflação projetada acima da meta e Selic ainda em 14,25%, investidores tendem a acompanhar com mais atenção consumo, varejo e setores dependentes de crédito.
A combinação de inflação resiliente e juros elevados reforça a leitura de que a política monetária seguirá determinante para ativos locais nas próximas semanas.
A cobertura econômica da Agência Brasil segue concentrada em inflação, atividade e decisões de política monetária, temas-chave para o desempenho da bolsa e do real.
O S&P 500 avançou 0,38% e o Nasdaq 0,90% em 14 de julho após o CPI de junho vir abaixo do consenso, reforçando apetite por risco e apostas em juros estáveis na reunião do Fed.
A Reuters reportou novas tarifas de 10% e 12,5% sobre bens de 60 parceiros comerciais, enquanto futuros de S&P 500 e Nasdaq operavam em alta antes de mais uma rodada de dados e balanços.
Os futuros caíram com cautela em torno dos resultados das grandes empresas de tecnologia, em meio a dúvidas sobre gastos em inteligência artificial e direção dos chips.
A leitura de inflação mais fraca em junho derrubou apostas de alta de juros no curto prazo e ajudou a aliviar rendimentos dos Treasuries, segundo a Reuters.
O relatório de julho do Federal Reserve passou a orientar o mercado sobre atividade, inflação e crédito, em uma semana marcada por sinais mistos de crescimento e preços.
Balanços sólidos de grandes bancos, somados ao CPI mais fraco, deram suporte ao S&P 500 e reduziram a aversão ao risco em meados de julho.
As tensões no Oriente Médio e as novas tarifas dos EUA adicionaram volatilidade aos futuros de ações, com investidores recalculando inflação e custos para as empresas.
A combinação de juros, inflação e resultados de tecnologia segue definindo a direção dos principais índices americanos nesta reta final de julho.
A cobertura da CNBC segue focada em índices, juros e balanços corporativos, temas que continuam a orientar as bolsas dos Estados Unidos.
O Citi reduziu a projeção de 12 meses do Bitcoin para US$ 82.000 e a do Ether para US$ 2.240, citando fluxo negativo em ETFs e menor apetite do investidor.
Os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram a terceira semana seguida de captação líquida, embora a última parte da semana tenha mostrado saídas relevantes.
Os ETFs de ether receberam novas entradas em julho, enquanto o bitcoin retomou fluxos positivos em sessões pontuais, segundo dados acompanhados pela CoinDesk.
A revisão do Citi reforçou o debate sobre demanda estrutural, especialmente depois de semanas com fluxos de ETF instáveis para BTC e ETH.
A movimentação em ETFs continua sendo um dos principais vetores de preço para o Bitcoin, com o mercado tentando medir a força da demanda institucional.
Os dados recentes mostram o Ether captando interesse adicional em ETFs, num momento em que investidores buscam diversificação dentro do mercado cripto.
A Reuters destacou que a falta de progresso em regras para ativos digitais nos Estados Unidos pesou na revisão das projeções do mercado.
As entradas e saídas alternadas em ETFs mantêm o mercado em modo de teste, com investidores institucionais ditando o tom no curto prazo.
Bitcoin e Ether terminaram a semana com foco renovado em fluxos de ETF, o principal termômetro institucional para o setor neste momento.