Ibovespa salta quase 3% e volta a orbitar 178 mil pontos com IPCA abaixo do esperado
O Ibovespa avançou 2,97% em 10/07, a 177.866,37 pontos, após o IPCA de junho subir 0,16% e reforçar apostas de corte da Selic em agosto.
| IBOVESPA -0,93% (175.840,00) | DOLAR 0,22% (5,08) | S&P 500 0,35% (751,83) | Dow 30 -0,06% (523,99) | Nasdaq -0,89% (88,29) | Bitcoin 4,19% (64.980,00) | Ethereum 5,82% (1.890,00) | Cboe -0,78% (274,98) | Russell 2000 0,32% (294,45) | FTSE 100 0,36% (196,58) | DAX PERFORMANCE-INDEX 0,13% (228,75) | CAC 40 -0,15% (53,84) | Nikkei 225 0,58% (1,72) | SSE Composite Index 1,54% (1,30) | Shenzhen Component 3,01% (1,66) | KOSPI Composite Index -0,72% (2.770,00) | TA-125 0,83% (10.900,00) |
2026-07-13
Resumo semanal com Ibovespa em alta, inflação abaixo do esperado, Selic a 14,25%, bolsas globais, Bitcoin e Ether.
O Ibovespa avançou 2,97% em 10/07, a 177.866,37 pontos, após o IPCA de junho subir 0,16% e reforçar apostas de corte da Selic em agosto.
O Banco Central reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual pela terceira reunião seguida e elevou suas projeções de inflação para o horizonte relevante.
Na comunicação mais recente, o BC disse que pode alternar períodos de pausa e retomada de cortes para conduzir a inflação ao alvo de 3% no horizonte de política monetária.
A prévia da inflação de junho subiu 0,41% e levou a taxa em 12 meses para 4,80%, com pressão de alimentos e energia elétrica no índice.
O IPCA anual acelerou em maio e ficou acima do intervalo de tolerância, reforçando a leitura de preços ainda pressionados antes da próxima fase do ciclo de juros.
Na sexta-feira, o índice subiu 0,76% com apoio de bancos, e a Braskem voltou a figurar entre as maiores perdas por preocupações financeiras.
Após sinais de inflação mais forte por oferta e demanda, economistas passaram a revisar o ritmo esperado de flexibilização monetária no país.
O apetite por risco permaneceu apoiado pelo avanço dos lucros corporativos nos EUA, um pano de fundo que também favoreceu ativos da B3 na semana.
A leitura mais fraca do mercado de trabalho americano ajudou a reduzir a pressão sobre juros globais e a dar suporte ao humor de ativos de risco no Brasil.
Em 02/07, o Dow avançou e o S&P 500 ficou estável, enquanto o relatório de trabalho mais fraco reduziu o temor de juros altos por mais tempo.
A Reuters destacou em 09/07 que o S&P 500 subiu 9% em 2026, mas o mercado passou a exigir resultados fortes para justificar novas máximas.
A cobertura de mercado da Reuters segue concentrando atenção em ações, juros e balanços, com impacto direto sobre os índices americanos.
No fim de junho, o setor de semicondutores voltou a cair e levou o Nasdaq a recuar, refletindo dúvidas sobre valuation após forte rali.
O segundo trimestre terminou com forte ganho em Wall Street, apoiado por expectativas de crescimento e por um ambiente de risco mais construtivo.
A pressão em grandes empresas de tecnologia ajudou a derrubar os índices em 22/06, mostrando sensibilidade a movimentos de poucas ações de peso.
O banco reduziu a projeção de 12 meses do Bitcoin para US$ 82.000 e do Ether para US$ 2.240, citando fraqueza nos fluxos de ETFs.
O apetite por semicondutores continuou sendo o principal motor de curto prazo para o índice de tecnologia nos EUA, segundo a cobertura da Reuters.
Negociações entre EUA e Irã e a leitura de juros pressionaram o mercado, aumentando a oscilação em ações e índices de referência.
O Bitcoin foi negociado perto de US$ 58.864 em 01/07, enquanto o Citi reduziu a projeção de 12 meses para US$ 82.000 citando entradas líquidas mais fracas.
A Reuters informou que o Ether estava perto de US$ 1.585,63, pressionado por fluxo fraco em ETFs e ausência de catalisadores regulatórios.
Em 07/07, ETFs spot de Bitcoin captaram US$ 265,69 milhões no dia e os de Ether somaram US$ 20,66 milhões, indicando melhora pontual do apetite institucional.
A recuperação de 03/07 foi liderada pela Fidelity e pela ARK, encerrando uma sequência de 10 dias de resgates em fundos de BTC.
A Reuters apontou em 13/07 que companhias que acumulam ativos digitais perderam parte do ímpeto de mercado, com o modelo de tesouraria em cripto enfrentando testes.
A Reuters observou que o Bitcoin havia recuado cerca de 50% desde o pico de outubro, mantendo o mercado atento a suportes técnicos relevantes.
A série diária mais recente mostra alternância entre entradas e saídas em fundos de BTC, reforçando a sensibilidade do setor a liquidez e risco.
A piora recente nos fluxos e a cautela com ativos de risco ajudaram a prolongar a volatilidade em Bitcoin, Ether e ETFs correlatos.
O comportamento recente dos principais ativos digitais continua mais ligado a fluxos financeiros e expectativa de juros do que a narrativas isoladas de preço.