Ibovespa sobe 2,95% na semana com bancos e queda dos juros futuros
O Ibovespa fechou 26/06 em alta de 0,76%, a 173.295,14 pontos, acumulando ganho semanal de 2,95% em meio à reprecificação da curva de juros e ao suporte de bancos.
| IBOVESPA 1,14% (174.330,00) | DOLAR -0,17% (5,17) | S&P 500 0,71% (750,09) | Dow 30 0,20% (525,11) | Nasdaq 2,24% (84,39) | Bitcoin -1,76% (62.480,00) | Ethereum -1,13% (1.770,00) | Russell 2000 -1,90% (295,22) | FTSE 100 -0,22% (199,38) | Shenzhen Component -1,19% (1,68) | KOSPI Composite Index 0,84% (2.380,00) |
2026-07-06
Resumo semanal com corte da Selic para 14,25%, dólar a R$ 5,17, Ibovespa, Focus, bolsas globais, Bitcoin e Ethereum.
O Ibovespa fechou 26/06 em alta de 0,76%, a 173.295,14 pontos, acumulando ganho semanal de 2,95% em meio à reprecificação da curva de juros e ao suporte de bancos.
Na ata e na comunicação recente, o Banco Central sinalizou combinação de pausas e retomada de cortes para levar a inflação à meta, após reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual.
O IPCA-15 subiu 0,41% em junho e acumulou 4,80% em 12 meses até a segunda prévia, acima da meta do Banco Central e com alimentos pesando no resultado.
A autoridade monetária afirmou que pode alternar períodos de pausa e cortes para trazer a inflação ao alvo de 3% até o primeiro trimestre de 2028, reduzindo a necessidade de apertos bruscos.
A inflação anual subiu para 4,72% em maio, acima das expectativas do mercado, reforçando a leitura de pressão inflacionária antes da decisão de política monetária.
O avanço de mais de 14% no segundo trimestre nos mercados americanos sustentou o fluxo para ativos de risco, com reflexo indireto sobre bolsas emergentes como a B3.
Um relatório de empregos mais fraco que o esperado nos Estados Unidos ajudou a reduzir a pressão sobre Treasuries e a favorecer bolsas, com efeito sobre a curva de juros local.
Na semana, o índice foi sustentado por bancos, enquanto a Braskem voltou a aparecer entre os destaques negativos por preocupações com a situação financeira da companhia.
Após sinais de inflação mais forte por fatores de oferta e demanda, o mercado passou a revisar expectativas para a trajetória de cortes da Selic em 2026.
O Dow avançou mais de 1% no dia 02/07 e o S&P 500 ficou estável, enquanto o mercado reagia a um relatório de trabalho mais fraco que reduziu receios sobre juros.
O índice acumulou cerca de 9,5% no primeiro semestre de 2026 e mais de 14% no segundo trimestre, sustentando o sentimento global de risco.
Em 26/06, o S&P 500 fechou levemente abaixo, com queda forte em papéis ligados a chips e dúvidas sobre valuation no setor de tecnologia.
No fechamento de junho, o S&P 500 subiu 14,9% no trimestre e o Nasdaq ganhou 21,4%, refletindo confiança em crescimento econômico e resultados corporativos.
Em 22/06, os índices americanos fecharam em baixa, com o setor de tecnologia liderando a correção e aumento da cautela com grandes empresas de crescimento.
O mercado encontrou suporte em nomes de semicondutores, mostrando que o movimento em tecnologia segue como principal driver de curto prazo em Nova York.
A combinação de negociações entre EUA e Irã com a leitura de tecnologia mais cara reforçou a volatilidade em setores de maior peso no S&P 500.
O banco reduziu a previsão de 12 meses para Bitcoin a US$ 82.000 e para Ether a US$ 2.240, citando piora no apetite por ETFs e falta de avanço regulatório.
Mesmo com a fraqueza de junho, os principais índices americanos terminaram o semestre no azul, preservando o viés positivo para ativos globais.
A Reuters informou que o Bitcoin estava perto de US$ 58.864 em 01/07, enquanto o Citi cortou a projeção de 12 meses para US$ 82.000 diante de fluxos negativos em ETFs.
O Ether foi negociado próximo de US$ 1.585,63 e recebeu corte de projeção do Citi, que citou piora do fluxo em fundos e ausência de avanço regulatório.
Em 01/07, fundos de Bitcoin tiveram saída líquida de US$ 294,62 milhões, enquanto ETFs de Ether voltaram ao positivo com entrada de US$ 14,89 milhões.
Os dados mais recentes indicam saída líquida de US$ 1,48 bilhão na janela de 25/06 a 01/07, reforçando a fragilidade da demanda institucional por BTC.
Relatórios recentes mostraram fluxos mistos entre produtos de BTC, ETH e Solana, com o apetite institucional alternando rapidamente entre os principais ativos digitais.
A Reuters destacou em junho que o Bitcoin havia perdido cerca de 50% desde a máxima de outubro, aumentando a atenção para níveis técnicos importantes.
Analistas ouvidos pela Reuters trataram o nível de US$ 60.000 como suporte psicológico relevante para definir novas pressões de venda no curto prazo.
A combinação de saídas em fundos, fraqueza de preços e ausência de catalisadores regulatórios ajudou a explicar a correção dos criptoativos na virada de junho para julho.
O recuo dos preços veio junto com menor apetite global por risco em parte da semana, mostrando sensibilidade do setor cripto às condições financeiras internacionais.